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sábado, 5 de maio de 2012

E mesmo na rotina, a mesmice de sempre nunca é mesmice.

O vento frio esfriava os corpos daqueles revestidos de blusas e casacos. Em contrapartida, os pequenos sinais do oposto aquecia levemente tudo aquilo que o vento fazia questão de esfriar. Era um belo dia. E nessa oposição de fatores naturais, duas garotas conversavam no canto do pátio da escola, numa superfície levemente inclinada. Possivelmente um encontro entre duas aliens?
Foi um momento especial. E talvez por isso comecei a escrever dessa forma, meio que como se fosse uma história. E por que não? Aconteceu tantas coisas nesses últimos tempos que não apareci... Pequenas coisas em meu pensamento; pequenos momentos de reflexão que nos levem a um estágio melhor. E poucos outros pequenos momentos que fazem aquele diferencial da mesmice de sempre. E isso acho que me fez querer diferenciar na forma de escrever. Então, avante! (o post dá com um sabor de longo!)
Parece que desde o momento em que aquela frase (- Bem vindo ao mundo dos alienígenas!) repercutiu o pequeno espaço da cozinha, os momentos de reflexões e nostalgia se multiplicarem de uma forma assustadora. Uma tênue tristeza pareceu preencher os dias levemente enegrecidos pelo frio, ao mesmo tempo que singelos sorrisos surgiram a descoberta de uma ou outra resposta. A rotina prosseguia e a sensação era a mesma: mais um dia como outro dia. Mas não fora, pelo menos não todos. Um dia é apresentada ao fato de não conseguir atingir sua meta de acertar 70% do simulado, em controvérsia, tem sua pequena redação, uma crônica sobre os 'brotinhos', levada para a coordenadora da escola para receber um carimbo de reconhecimento pelo belo texto produzido. Pelo menos fora isso aos olhos daquela professora de redação, que se emocionou e se viu nas palavras escritas em sua simples folha de papel. "Pelo visto tenho pensamento de pessoas mais vividas" - uma pequena ironia surgiu a palavras de elogio da professora, sobre a redação. Mas se alegrou. Qualquer um que sonha em um dia escrever e publicar um livro fica alegre com um grande elogio sobre seu trabalho. Afinal, alcançara aquilo que almejou ao escrever. Os dias seguintes foram aqueles mais enegrecidos. Tudo era motivo para desestimular a conversa e os ouvidos abertos ao doce sabor da adolescência. Aqueles conversas engraçadas e sem sentido. E enfim, um feriado. Dias em casa buscando concluir trabalhos, perdido ao prazer em se distrair com outras coisas. Uma breve saída, talvez nem tão breve, a exposição de arte Guerra e Paz, que fulminou mais ainda as pequenas reflexões e busca pelas respostas. A sexta veio com uma chave de ouro. Era a luz que aquecia e irradiava o enegrecido. "Se fechar só piora as coisas" - era a constatação do dia anterior, quinta. O vento frio esfriava os corpos daqueles revestidos de blusas e casacos. Em contrapartida, os pequenos sinais do oposto aquecia levemente tudo aquilo que o vento fazia questão de esfriar. Era um belo dia. E nessa oposição de fatores naturais, duas garotas conversavam no canto do patio da escola, numa superfície levemente inclinada. Possivelmente um encontro entre duas aliens?
As duas estudantes sentadas naquele banco eram agraciadas uma a uma pelo pensamento da outra, disperso pelos ares.
E aquela frase pareceu ser a resposta que tanto procurava. "Mesmo que se tenha rotina, um dia nunca é igual ao outro.". Aquele dia comprovava. E isso entrelaçou mais ainda a amizade. Descobriram uma na outra os ouvidos para disseminar certos pensamentos que geralmente ficam guardados dentro de cada uma.

Eu sei. Tudo isso para dizer apenas isso. Nenhum dia é igual ao outro. Mas precisava. E agradeço ter esse lugar especial para isso. Agora, é só olhar a diante e simplesmente se permitir a sensações novas. É simplesmente o que devo fazer. Parar de recear pelo novo. Se quiserem ler a crônica que escrevi, e só avisar que faço uma página especialmente para ela.

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A vândala

Geminiana (26.05). Desajeita sutil, curiosa, estudiosa, tímida e quieta. Desengraçada. Perfeccionista.
Caseira, que não rejeita uma viagem. Calma e paciente. Devoradora de doce de leite e livros. Fugitiva de aglomerações e tumultos. Sonhadora e romântica. Recentemente desacreditada em príncipes encantados e finais felizes.
Marina ou Nina.
(Sirinéia, se fosse apenas por seu pai.)

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Frase do Mês

"O olhar se prolonga a distância, enquanto os ouvidos são agraciados pelo maravilhoso som que procuramos, sem esforços."

(Nina - minha autoria)

 

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